terça-feira, 13 de abril de 2010

Cachorros

Cachorros, são amigos
amigos desinibidos
sempre com a esperança de nos conquistar
não medem esforços
seja lamber ou rolar
tem sempre algo para nos mostrar.

Eu tive um cachorro que jogava bola
rolava e chamava a atenção
mas, infelizmente ele se foi
e deixou um grande vazio em meu coração.

Cachorros são amigos
para quem tem amigos
e principalmente para quem não tem
pois cachorros
não escolhem de quem vão gostar
eles simplesmente gostam
sem olhar a quem.
Bem,
basta-lhes tratar bem.

Cachorros são o sonho de muitas crianças
pois eles o amam
sem nem para a raça ligar
o olham e os acham criaturinhas legais com quem se comunicar
o primeiro contato
muito lhes diz
basta o cachorro um sorriso apresentar
que a alegria com a presença dele
vem lhes contagiar.

Cachorros são animais dóceis e amáveis
porém não os tratem com maldade
pois eles também tem seu senso crítico
se sentirem-se ameaçados
eles não hesitam.
A paciência, o amor e a tolerância são dons com eles nascidos
mas, a idiotice isso lhes é desconhecido
se um tapa você der
com a outra face eles irão atacar
tolo é aquele que gosta de apanhar.

13/04/2010
Silas Santos

domingo, 11 de abril de 2010

Katzuki

Katzuki
legal e imaginativa
sempre descontraída
...feliz

A mistura da alegria a diz
e a convida a ser feliz
soa tão bem quanto brincar
Katzuki, a poesia está no ar.

É simples falar
é nobre repetir
katzuki, alegria inspirativa
que nos faz sorrir.

Hoje eu sei ouvir
coisas de seu coração
katzuki é alegria
katzuki é diversão!

katzuki é o nome de uma garota que também estuda comigo na faculdade, assim como Jacqueline e Carla.
Fui na festa de aniversário dela e fiz essa poesia como presente posterior a festa.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Carla

Carla, atenciosa e prestativa
uma garota funcional
sempre atenta e presente
como ela não há outra igual.

Sua voz é um acalanto
um abrigo sem fim
me perco em seus mil detalhes
quero estar com ela até o fim.

Desejo ela sempre presente
pois ela alegra o ambiente
e conforta meu coração.

Essa poesia é parnasiana
como uma forma de elo
entre o amor e o belo (presentes em minha inspiração).


Carla e Jacqueline são garotas reais, mas não necessariamente quer dizer que estou perdidamente apaixonado por elas, rsrs. A carla é uma garota legal e ela ao ler alguns de meus versos pediu para que eu composse algo pra ela. São duas garotas bem legais que condizem com o que eu escrevo, eu escrevo por prazer, simplesmente isso.

sábado, 3 de outubro de 2009

Jacqueline

Jacqueline, eu preciso te conhecer.
Demonstrar meu grande amor por você.
Finalmente poder saber
o que é amar e te ter.

Jacqueline, se eu a tivesse
a teria com grande valor
pois não há algo com mais valor
do que o seu amor!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Psicanálise Sociopata

Estarei acelerando o batimento
Sangrando por dentro
Em uma bifurcação
Vou querer a nova criatura integral
Há uma nova queda
(chorando pelo quê!)
Há uma nova queda
(A caminho de uma querida vivência!)

Essa eu quero ver
O final da história que penso ter
Como posso querer algo
Que já posso ter em escrever assim no por vir

No silêncio vem a luz de uma voz tão baixa
Que toca o coração em um ser
Mostrando que eu já sei como vai ser
No silêncio a voz profunda vai entrar no túnel
(Haaaaaaaaaaaaaaraaaaaah!)

Isso está fazendo sentindo!
A espada retirada da rocha vai significar a lei
A arma apontada vai simbolizar o respeito
O dinheiro é o poder em uma sociedade sem preceitos (morais)

Psicanálise Sociopata!!!
Psicanálise Sociopata!!!
Psicanálise Sociopata!!!


Essa foi uma louca viagem minha em uma aula de sociologia. Escrevi isso enquanto escutava a professora a dar aula!!! Vai entender???

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Minha personalidade

Ainda não moldei completamente a minha personalidade, sinto pedaços de mim faltando,
vazios inexpressivos de comportamento. É como se tudo se transformasse do nada, moldando um novo ser a cada pessoa que conhecer, adaptando o meu mundo a um mundo relativo. Fuga da realidade agradando o ambiente, fuga de si, fuga de sua personalidade para sempre. Esse é um mundo novo onde a realidade é uma graduação obsessiva de conceitualidade criativa, nada é mais do que uma metamorfose psíquica de relacionamento.


Ah, eu me sinto, como um hipócrita, não querendo enxergar o perceptível. Eu me sinto compulsivo em tentar expressar em diversas línguas o que eu digo. A mentira tem um grande poder de sedução, a verdade não. Não há possibilidades de se apaixonar pela verdade a primeira vista, mas a mentira é o ápice. O truque seria uma coisa banal, mas o termo "mágica" é impressionante. "Roda que não para de girar vai fazer sua cabeça circular devagar!"


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A chave da psicologia do Amor


O amor romântico se tem manifestado em muitas culturas no desenrolar da história. Nós o encontramos na literatura da Grécia antiga, no Império Romano, na antiga Pérsia e no Japão feudal, mas a nossa sociedade ocidental moderna é a única cultura da história que teve a experiência do amor romântico como um fenômeno de massa. Somos a única sociedade a cultivar o ideal do "amor romântico" e a fazer do romance a base de casamentos e relacionamentos amorosos.

O ideal do amor romântico irrompeu na sociedade ocidental durante a Idade Média, surgindo pela primeira vez na literatura no mito de Tristão e Isolda, depois nos poemas e nas canções de amor dos trovadores. Era conhecido como "amor cortês" e tinha por modelo o intrépido cavaleiro que honrava uma bela dama e fazia dela a sua inspiração, o símbolo de toda a beleza e perfeição, o ideal que o incentivava a ser nobre, espiritualizado, refinado e voltado para assuntos "elevados". Na nossa época introduzimos o amor cortês nos casamentos e nos relacionamentos sexuais, mas ainda mantemos a crença medieval de que o amor verdadeiro tem de ser a adoração extática de um homem ou de uma mulher que representa para nós a imagem da perfeição.

O amor romântico é um desses fenômenos psicológicos realmente arrasadores que surgiram na história dos povos ocidentais. Foi algo que esmagou nossa psique coletiva e alterou permanentemente nossa visão do mundo. Ainda não aprendemos a lidar coletivamente com o tremendo poder do amor romântico. Freqüentemente nós o transformamos em tragédia e alienação e não em relacionamentos humanos duradouros. Acredito, porém, que se homens e mulheres compreenderem os mecanismos psicológicos que atuam por trás do amor romântico e aprenderem a lidar com eles conscientemente, terão nas mãos a chave para novas possibilidades de relacionamento, tanto com os outros como consigo mesmos. Nosso veículo para explorar o amor romântico é o mito de Tristão e Isolda. Trata-se de um dos mais comoventes, belos e trágicos de todos os grandes relatos épicos. Foi a primeira história na literatura ocidental a lidar com o amor romântico, e é a fonte da qual se originou toda a nossa literatura romântica, desde Romeu e Julieta até a história de amor em cartaz nos cinemas do bairro. Aplicando os princípios da psicologia jungiana, interpretaremos os símbolos do mito e conheceremos por ele as origens, a natureza e o significado do amor romântico.

O mito de Tristão e Isolda, como o de Parsifal2, é um "mito masculino". Ele retrata a vida do jovem Tristão que se transforma num herói nobre e altruísta, para depois se deparar com uma experiência arrasadora em sua vida: a paixão pela Rainha Isolda. É como uma simbólica peça de tapeçaria, que retrata em cores vivas o desenvolvimento da consciência individual do homem na luta para conquistar sua masculinidade, conscientizar-se do seu lado feminino e lidar com o amor e o relacionamento. É uma história que mostra um homem dividido entre a lealdade e as forças conflitantes que se agitam ferozmente na psique masculina, enquanto ele é consumido pelas alegrias, paixões e sofrimentos do romance.

Mesmo assim, existe neste mito muita coisa de grande valor e interesse para as mulheres, pois Tristão revela também o mecanismo universal do amor romântico que é comum a homem e mulheres (ver "Uma observação para as mulheres"). Examinar esse mito, senti-lo como uma rica evocação do processo da psique ocidental, é algo que irá ajudar a mulher não apenas a compreender melhor o homem na sua vida, como também a ver mais claramente as forças misteriosas que atuam dentro dela mesma.'

Tanto para o homem quanto para a mulher, enxergar realisticamente o amor romântico é uma tarefa heróica. É algo que nos força a ver não apenas a beleza e o potencial contidos no amor romântico, como também as contradições e as ilusões que trazemos conosco ao nível inconsciente. Jornadas heróicas conduzem sempre a vales sombrios e a confrontos difíceis mas, ao perseverarmos, alcançaremos um novo estágio de conscientização.



- Trecho retirado do livro de mesmo nome do título da postagem - "A chave da psicologia do Amor", resolvi postar pois achei interessante saber a fonte de tantas histórias românticas da modernidade, e também por ser demonstrada por um ponto de vista psicológico que é uma análise mais detalhista do que simplesmente apreciadores. Bom, espero que tenham gostado.